quarta-feira, 18 de junho de 2008

A melancia freak e hype

Quanto maior a bunda melhor. Mais turbinada, mais siliconada, maior o tesão de quem bate punheta. Agora quem se expõe pode ser considerada freak e curiosamente suculenta. Em qualquer país o apelo sexual rende mídia, dinheiro. A brasileira, porém, é considerada prostituta em qualquer lugar do mundo. Tem o fator carnaval, colonização portuguesa. Hoje, uma mulher aceita mostrar um canhão na capa de revista e se valoriza de outra forma. Se tranforma numa princesa da noite pro dia. E acaba desvalorizando a imagem de uma intimidade feminina. Ok, existe um trabalho fotográfico, uma direção de arte. Ocorre também a mentira. O que se vê nas páginas de uma brazilian Playboy não é fato. Mas uma ilusão cada vez maior se alastra e sem precedentes. Sem dúvida vende horrores. O incrível será o maior prejuízo posterior e atual desde a década de 70, quando a própria mulher saiu da frente do fogão, se libertou e ganhou os holofotes. O retrocesso dessa história pode ser o tamanho de uma bunda. O apelido de uma celebridade se refere a algo comestível. A crítica aqui não existe. A descrição real pode lembrar o horror de nossos avós quando assistiam imagens demoníacas. Ou seriam sábias previsões? Preconceito seria se não houvesse o meu interesse em por no mínimo falar de.

Um comentário:

Renata disse...

Sim, concordo com você.
O mundo é artficial e mentiroso. Principalmente se tratando de imagens. Principalmente se tratando de mulheres. Sou a favor das intervenções gráficas quando elas promovem uma melhoria de luz, brilho, cor.... Mas transformar uma bunda caída em bunda dura! Ai já é demais! Como ficam as mulheres genuinamente naturais? Nào tem competição mesmo. Esses dias vi a mulher melancia na TV. Ela não é do mesmo jeito que apareceu na Playboy.
E nós todos aqui, babando pelo popozão que nem existe!
Onde vamos encontrar essa mulher?
Só dentro das telas do computador.
Faço um apelo à Playboy (será que adianta?) vamos deixar a naturalidade invadir as páginas da revista. Queremos ver a beleza plástica, mesmo com defeitos, eles até são simpáticos!